Categoria Notícias

Mário Heringer quer debate sobre propagandas de bebidas alcóolicas


Preocupado com o aumento do consumo de álcool pela juventude, o deputado Mário Heringer pediu um debate sobre a proibição das glamourosas propagandas de bebidas alcóolicas na televisão.

Segundo ele, esse tipo de publicidade estimula o crescimento da ingestão do álcool pelos jovens e adolescentes, principalmente em festas rave e boates, causando muitas vezes overdose ou até morte. Mário Heringer declarou que está recolhendo assinaturas para a realização desse debate, o mais breve possível. Leia na íntegra o discurso do deputado:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

No Brasil, a mais nova atividade da juventude é a rave, festa em que crianças e adolescentes viram a noite. E não estamos atendos ao que está acontecendo. Hámais ou menos 15 dias, no Rio de Janeiro, 18 jovens foram internados com overdose, depois de participarem de evento dessa natureza. Estimula-se no Brasil o consumo de álcool. Sinto-me à vontade para falar sobre o assunto, porque não sou abstêmio, pois tomo minha cervejinha de vez em quando. Agora, as meninas estão sendo estimuladas a beber Ice, uma bebida docinha. Tenho certeza de que o consumo de álcool é a porta de entrada para outros vícios.

Hoje, crianças e adolescentes saem das boates alcoolizadas e agem de forma irresponsável no trânsito. Quanto mais deixarmos a situação correr, mais assistiremos a irresponsabilidades como essas. Estou colhendo assinaturas, pois, neste momento, precisamos impedir a ocorrência de novos fatos. Espero promover rapidamente um debate na Casa, a fim de encontrar uma solução para o problema enfrentado pela juventude. Nós e o Ministro Temporão temos de rever se é responsável permitir a divulgação na televisão dessas propagandas glamourosas. Não tenho nada contra a Juliana Paes, contra o Zeca Pagodinho, não estou iniciando briga ou discussão com os artistas que fazem esse tipo de propaganda, mas elas não têm sido benéficas para a juventude.

Precisamos rediscutir o assunto. Nos espaços públicos têm de ser proibidos efetivamente a venda e o consumo de álcool. Recentemente, numa universidade de Santa Catarina, assistimos ao consumo indiscriminado de álcool e drogas. Precisamos rever essas posições e ser mais sérios, mais pais dos nossos filhos. Sr. Presidente, esta a proposta que apresento e pela qual trabalho.

Estou colhendo assinaturas com o intuito de acabar com as glamourosas propagandas de bebidas veiculadas na televisão, de não permitir mais que essas bebidas sejam usadas indiscriminadamente nos órgãos públicos, nas universidades e, o mais importante de tudo, de diminuir o número de acidentes e os custos sociais acarretados por esse problema, além, naturalmente,da grande perda de jovens, futuro do País.

Anac responde Mário Heringer sobre situação de aeródromo de Manhuaçu


Preocupado com a situação do Aeródromo de Santo Amaro, em Manhuaçu, o deputado Mário Heringer pediu informações sobre o andamento da aprovação do funcionamento daquele lugar, junto ao Presidente da Anac – Agência Nacional de Avião, Mílton Zuanazzi.

Para Mário Heringer, a regularização do espaço aéreo em Manhuaçu vai trazer benefícios para toda a comunidade local e regional. “Haverá mais emprego e renda, mais desenvolvimento econômico na região”. Em resposta ao deputado, a Anac declarou que ainda há alguns obstáculos que devem ser removidos no Aeródromo para que haja a homologação das operações visuais diurnas e, em seguida, seu normal funcionamento. Veja a seguir a resposta, na íntegra, da Anac ao deputado Mário Heringer:

Ofício n° 503/2007/DIR/P

A Sua Excelência o Senhor
Deputado Federal Mário Heringer

Câmara dos Deputados Anexo IV – Gabinete 212 – Esplanada dos Ministérios
70.160.900 – Brasília/ DF

Assunto: Homologação do Aeródromo de Manhuaçu (MG)
Referência: Ofício n° 475/2007/ M. H., de 02 de outubro de 2007

Senhor Deputado,

1. Cumprimentando-o cordialmente, reporto-me ao Ofício em tela, por meio do qual Vossa Excelência solicita informações sobre o andamento do processo referente à homologação do Aeroporto de Santo Amaro, no Município de Manhuaçú (MG).

2. A propósito, tenho a registrar que, em inspeção realizada entre os dias 10 e 13 de setembro de 2007, foi constatada a presença de uma antena da Telemar/OI, no setor Sul do Aeródromo em tela, cuja altitude compromete a sua rampa de aproximação, constituindo-se em obstáculo não permitido.

3. Realce-se que tal fato é do conhecimento do Governo daquele Município, razão pela qual informou-nos estar procedendo às pertinentes tratativas para sanar a não conformidade.

4. No contexto, tão logo seja removido o obstáculo, o Aeródromo sob referência poderá ser, imediatamente, homologado para operações visuais diurnas.

5. Por fim, coloco este Gabinete à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

Milton Zuanazzi
Diretor-Presidente


Autorizada a fabricação de genérico de anticoncepcional oral


A pílula anticoncepcional poderá ser comprada mais barata. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, concedeu seis registros de remédio genérico para esse tipo de contraceptivo. Os laboratórios autorizados a fabricá-los são o Eurofarma e o Organon.

A medida saiu no Diário Oficial e permite a produção dos genéricos do Microdiol, Mercilon, Gracial e Cerazzete. Segundo o deputado e médico Dr. Mário Heringer, os genéricos conquistaram a credibilidade dos profissionais da saúde e da população. “É importante a confiabilidade que esses produtos já conquistaram não só para nossa classe de profissionais como também para o bolso do consumidor e principalmente, para a saúde dele”.

De acordo com a Anvisa, os anticoncepcionais genéricos devem custar cerca de 65% a menos do preço normal, o que pode resultar em uma economia anual para a mulher de até 90 reais. Atualmente, só os genéricos de contraceptivos injetáveis são vendidos no mercado.

Comissão deve aprovar seguro-desemprego para agricultura familiar


A Comissão de Agricultura analisa o projeto de lei que estende o seguro-desemprego, de no máximo 3 salários-mínimos, a agricultores familiares que fazem suas atividades no norte do Estado e no Vale do Jequitinhonha.

A medida tem chamado a atenção do deputado Mário Heringer, que luta em prol dos agricultores mineiros. “A ajuda tem de ser dada, mas é um equívoco estender o seguro-desemprego só nessas regiões. As pessoas acham que a pobreza e a dificuldade estão localizadas, mas não. Elas estão difundidas em todos os setores, e lógico, principalmente na agricultura familiar, que coloca toda a família pra trabalhar mas não dá garantia de nada, pois não há salário”, declarou.

Para o deputado, a ajuda do seguro-desemprego não pode ser só para o norte de Minas e para o Vale do Jequitinhonha. Tem de ser também para outras regiões, como por exemplo Mucuri, Zona da Mata, ou seja, para onde tem agricultura de risco.

Deputado denuncia as precárias condições de trabalho dos professores


O deputado Mário Heringer fez um pronunciamento em homenagem ao Dia do Professor, no qual ele lembrou a inviabilidade dos baixos salários da categoria, em contraste com a dedicação e o sério trabalho feito por esses profissionais no Brasil.

Mário Heringer comparou salários e cargos, mostrando quão frágil está a estrutura educacional no Brasil e a desvalorização do professor. Leia na íntegra o pronunciamento de Mário Heringer:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

Dia 15 de outubro comemorou-se mais um dia do professor. Novamente, como em todos os anos, vindas desta tribuna e das tribunas dos Parlamentos estaduais, municipais e do Senado Federal, ecoaram vozes comemorativas e verdadeiramente gratas pela contribuição inestimável dada aos filhos deste País pelos homens e mulheres que abraçam a docência como profissão, por gosto e por vocação. Pelo trabalho, a dedicação, a ética e – por que não? – a utopia do conhecimento, do progresso e da cidadania que nossos professores buscam dia a dia fazer introjetar em cada estudante, em cada novo cidadão brasileiro, só podemos mesmo agradecer.

E é por isso que inicio minha fala com um agradecimento breve, porém sincero: obrigado, professores, por fazerem seus os nossos filhos, ensinando-lhes o abismo que separa virtude e vício, certo e errado, atraso e progresso, dando-lhes carinho e afeição, combinados a disciplina, respeito e humildade; aproximando-os por fim, com ética e seriedade, do incomensurável patrimônio intelectual que a humanidade tem produzido e acumulado desde a noite dos tempos para seu próprio benefício e para beneficio do planeta.

Por redundante que pareça, Sr. Presidente, é imprescindível afirmar e reafirmar, agora e sempre: sem professores não há civilização. Por isso, aproveito o pouco tempo que tenho para expressar minha gratidão de homem público, de pai e de estudante. Obrigado, professores, muito obrigado!

Mas não vim aqui, Sr. Presidente, apenas relembrar o que não deve ser esquecido por qualquer sociedade. Vim, igualmente, cobrar do Governo Federal, do Presidente Lula, do Ministro Paulo Bernardo e do Ministro Fernando Haddad, o envio urgente a esta Casa de uma proposta de reajuste salarial para os docentes federais do País – professores e pesquisadores das Universidades Federais, dos CETEFEs e das Escolas Técnicas Federais, dos Colégios de Aplicação e do Colégio Pedro II.

É inominável a situação salarial dos docentes federais brasileiros. Inominável, Sr. Presidente! Uma breve olhada no Boletim Estatístico de Pessoal, divulgado regularmente pelo Ministério do Planejamento, mostra quão inferior é o salário dos docentes relativamente aos demais servidores públicos federais. Os professores que atuam na educação básica têm vencimentos que variam de R$1.542,47 (para graduados em início de carreira) a R$3.814,55 (para doutores em final de carreira). Os que atuam no nível superior – os professores universitários, aqueles que respondem pela mais expressiva parcela da produção científica e tecnológica do País – pasmem, ganham entre R$1.650,27 e R$5.131,49 por mês.

Pois bem, Sr. Presidente, R$5.131, 49 é o que ganha um professor doutor titular em nossas universidades federais, para uma jornada de 40 horas de trabalho semanais dedicadas ao ensino, à pesquisa e à extensão. R$5.131,49! Isto, Sr. Presidente, é menos do que ganham todos os demais servidores federais atuantes na área de pesquisa com a mesma titulação e, em muitos casos, com titulação até inferior ao doutorado.

Ao final da carreira, se possuir doutorado, um especialista da FIOCRUZ tem vencimento de R$9.298,06; um técnico de planejamento e pesquisa do IPEA, R$11.325,09; um pesquisador-tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do INEP, R$7.380,16; um especialista sênior em Propriedade Intelectual do INPI, R$11.392,07; um pesquisador em Propriedade Intelectual do INPI, R$10.361,88; um pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE, R$8.552,00; um especialista em Metrologia e Qualidade Sênior do INMETRO, R$11.392,07; um pesquisador-tecnologista e analista executivo em Metrologia e Qualidade do INMETRO, R$10.361,88; e um professor titular, que fez um concurso público para ingressar na carreira regular e outro ao término da progressão funcional, R$5.131,49. Como eu havia dito: inominável!

Inominável e injustificável, Sr. Presidente. Porque, diferentemente dos mais de 2 milhões de professores atuantes na educação básica nos âmbitos estadual e municipal – para os quais esta Casa, enfim, decidiu-se a votar um piso salarial nacional – os docentes federais somam pouco mais de 115 mil trabalhadores, não havendo, portanto, a desculpa de que a categoria é numerosa demais para que sejam viáveis reajustes salariais relevantes. Se o Governo encontra recursos para viabilizar as carreiras de mais de 250 mil servidores de nível superior, todos com salário inicial superior ao pago aos docentes graduados, como se justifica que para a educação, para o professor, o pesquisador, o pensador não haja recursos? Como se justifica, Sr. Presidente, que o Estado brasileiro, no âmbito da Comissão de Valores Mobiliários, pague um salário inicial de R$2. 268,66 a um auxiliar de serviços gerais e, nas escolas de educação básica federais, um professor ingresse na carreira ganhando R$1.542, 47 e se aposente, como doutor, com salário de R$3.814,55? Como podem os servidores de nível auxiliar da Imprensa Nacional ingressarem na carreira com vencimentos de R$3.335,87 e um professor universitário, graduado, ingressar com R$1.650,27 e egressar, doutor, se titular, com pouco mais de 5 mil reais? Como, Sr. Presidente, como?

E antes que alguns colegas me aparteiem, argumentando que a maior parte das carreiras do Executivo possui vencimentos subvalorizados e que a comparação pode dar a impressão de que todos os servidores públicos federais, com exceção dos professores, ganham muito bem, eu quero dizer que as comparações que faço são justamente para mostrar como, mesmo no âmbito do Executivo, onde sabidamente muitas carreiras são defasadas relativamente aos demais Poderes, os professores federais são injustificavelmente mal remunerados. Note, Sr. Presidente, que aqui não comparto os vencimentos dos professores com os de procuradores ou magistrados, mas com os de outros pesquisadores doutores e, inclusive, profissionais de nível educacional inferior.

E faço essa comparação, Sr. Presidente, apenas para mostrar o irrealismo da situação salarial dos docentes que atuam no âmbito federal no Brasil, sem me ater aqui à verdadeira indecência que são os salários dos professores na maior parte dos Estados e municípios do País. Aqui ao lado, no Município de Águas Lindas de Goiás, Entorno do Distrito Federal, um edital para concurso público de servidores municipais exibia, sem o menor pudor, a seguinte relação cargo/salário para uma jornada de 40 horas: mestre-de-obras, escolaridade mínima, ensino fundamental incompleto, salário: R$800,00; operador de máquinas, escolaridade mínima, ensino fundamental incompleto, salário: R$900,00; professor da educação básica, escolaridade mínima, curso superior de licenciatura plena ou normal superior, salário: R$760,00.

Isso, Sr. Presidente, em um mesmo edital onde todos os demais cargos de nível superior, sem exceção, tinham salários de R$2.000,00. Um pedagogo, um nutricionista, um turismólogo em Águas Lindas de Goiás ganham da Prefeitura Municipal R$2.000,00 de salário para 40 horas de trabalho, mas um professor, com nível superior, para as mesmas 40 horas, ganha o ridículo de R$760,00, menos que um mestre-de-obras ou um operador de máquinas. Inominável!

Muito se diz que em matéria educacional salário não é garantia de qualidade. De fato, se pensarmos em uma relação linear simplória entre salário e qualidade do trabalho, é evidente que a assertiva será verdadeira. Mas se pensarmos que o salário é atrativo de mão-de-obra, podemos ver por que as carreiras burocráticas de alto vencimento, cuja exigência para ingresso é apenas o ensino médio ou a graduação de nível superior, vêm atraindo cada vez mais profissionais de alta formação acadêmica – em inúmeros casos, pessoas com perfil profissional e vocação não burocrática -, enquanto as escolas e universidades têm que contar com o interesse sacerdotal de alguns poucos vocacionados para a ciência e o ensino. É evidente que o salário interfere na qualidade da educação! Quanto menos atrativa for a universidade ou a escola para os profissionais de alta formação acadêmica tanto menos eles ingressarão em seus quadros.

A iniciativa de expansão da rede de CETEFEs e de universidades, com interiorização de campi e escolas em cidades pólo, é, ao lado da experiência dos CIEPs, uma das mais meritórias já realizadas em nosso País em matéria educacional. Jamais tantas escolas técnicas e tantas novas salas de aula no ensino superior foram criadas a uma só vez no Brasil, sem que se concentrassem unicamente nas capitais e nas grandes cidades. Hoje, pela primeira vez, as cidades médias e, por conseguinte, as cidades pequenas em sua área de influência – vale dizer, quase 90% de nossas cidades – podem contar com educação técnica e superior pública e gratuita, coisa jamais vista. É preciso reconhecer o esforço que o Governo Federal vem fazendo no sentido de democratizar o ensino, aproximando-o de sua real demanda, que se espalha por todo o território nacional e não apenas pelas capitais federais.

Mas isso não significa olvidar ou admitir a situação salarial de nossos professores. É preciso lembrar aos Ministros da área econômica que não há nação desenvolvida, civilizada, soberana e sustentável sem investimento em educação, ciência e tecnologia. E esse investimento não pode ser apenas em expansão das vagas no ensino, mas também em pagamento de salários decentes aos professores. Só assim será possível evitar a fuga de talentos da área educacional-científica para a burocracia, o mercado ou mesmo outros países. Não é possível que os pesquisadores das universidades federais ganhem a metade do que ganha um pesquisador do IPEA, do INPI, do INMETRO ou do IBGE; tampouco que um professor da educação básica ganhe menos que um mestre-de-obras ou um operador de máquinas.

É preciso trazer os salários dos docentes das universidades federais – que além de professores são também pesquisadores e extensionistas – ao mesmo nível dos salários pagos nos melhores e mais bem remunerados centros de pesquisa do País e elevar o salário dos professores graduados a, no mínimo, o nível salarial dos demais servidores públicos com igual formação educacional. É preciso ter vontade política, coragem e compromisso com a Nação. Chega de discriminar os professores e depois subir às tribunas dos Parlamentos para lhes prestar homenagens. Se queremos homenagear nossos professores, então o façamos de verdade, traduzindo nosso reconhecimento social em salários decentes.

Agricultores de Manhumirim se mobilizam em prol da renegociação de dívidas

A mobilização iniciada pelo Sindicato dos Produtores Rurais, no mês de setembro, em torno da renegociação das dívidas dos agricultores junto aos bancos agora é regional. Na última segunda-feira, 15, uma reunião ocorreu em Manhumirim, no salão do Colégio Santa Terezinha, envolvendo cafeicultores e lideranças de vários municípios da nossa região para discutir o assunto.

Estiveram presentes presidentes de sindicatos de produtores rurais e agricultores de Manhumirim, Manhuaçu, Caputira, Simonésia, Alto Jequitibá, Carangola, Lajinha, Martins Soares, Caparaó, Reduto e Durandé.

Compuseram a mesa principal dos trabalhos o vice-presidente da FAEMG – Federação da Agricultura de Minas Gerais e integrante da comissão de cafeicultura da CNA – Confederação Nacional da Agricultura, Breno Mesquita, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Manhumirim, Fernando Malostro, o Deputado Federal Dr. Mário Heringer e Mauro Heringer, do SPR de Manhumirim e da Associação de Cafés Especiais.

MANIFESTAÇÕES
O Deputado Federal Dr. Mário Heringer (PDT–MG), natural da cidade de Manhumirim, tem oferecido um grande apoio ao movimento. O parlamentar solicitou do superintendente do Banco do Brasil em Minas Gerais informações mais precisas sobre o volume da dívida e também protocolou o pedido de realização de uma audiência pública para debater o assunto na Comissão de Agricultura na Câmara dos Deputados, da qual faz parte.

Breno Mesquita, da região sul do Estado, participante ativo das rodadas de negociações das dívidas agrícolas junto às entidades do setor, contribuiu enormemente com a discussão. Além de ter esclarecido várias dúvidas do público ele informou sobre a realidade da dívida do setor agrícola e o esforço das entidades representativas em negociar os débitos, que só na cafeicultura ultrapassam 1,2 bilhões de reais.

Segundo Mesquita, nos últimos anos, o Governo está mais sensível e aberto às negociações. Mauro Heringer, um dos articuladores da mobilização, sugeriu que um grupo de cafeicultores, representando a nossa região, agende visitas com o Secretário de Agricultura de Minas Gerais, Gilman Vianna e com o Ministro da Agricultura, para levar as reivindicações da classe.

Mauro salientou que os cafeicultores que tiverem dúvidas quanto às suas dúvidas devem recorrer aos assessores jurídicos de seus sindicatos e que um advogado da FAEMG será disponibilizado para acompanhar o caso da nossa região. O público participou de forma ativa do debate. Muitos relataram a realidade dramática que estão vivenciando provocada pelas dívidas contraídas, emocionando e impactado os presentes.

O ALTO CUSTO
Na abertura da reunião, foi lido um documento elaborado pelos sindicatos envolvidos na manifestação citando as diversas linhas de crédito pelas quais os agricultores contraíram débitos, tais como: CPR Física, CPR Financeira, FUNCAFÉ, PRONAF, PROGER, MCR 62 e 64, CDC, PEAS e outras.

Na carta, as lideranças afirmaram que almejam o alongamento do prazo para pagamento das dívidas por trinta anos e a renegociação e o restabelecimento do crédito do produtor com dívidas vencidas, inclusive, as executadas, com juros de 3% e dois anos de carência.

Eles acreditam que a crise da cafeicultura, iniciada em 1996, ocorre por conta do baixo preço do café, especialmente nos anos de boa safra, elevação dos custos da produção, fatores climáticos e valorização da nossa moeda em relação ao dólar. No quadro, abaixo, os sindicatos mostraram a elevação dos custos da produção comparado ao pequeno aumento do valor da saca de café. (Texto e fotos – Senisi Rocha)


1996

2002

2007

Aumento

Saca Café

R$ 90,00 a 130,00

R$ 70,00 a 120,00

R$ 200,00 a 230,00

120%

Gasolina

R$ 0,64

R$ 1,90

R$ 2,69

321%

Diesel

R$ 0,37

R$ 1,14

R$ 1,89

400%

Adubo

R$ 14,00

R$ 33,75

R$ 42,50

300%

Balaio do café

R$ 2,00

R$ 2,50

R$ 6,00 a 10,00

400%

Salário mínimo

R$ 112,00

R$ 200,00

R$ 380,00

370%

Quadro demonstrativo do aumento considerável do custo da produção comparado à pequena alta do preço do café, nos últimos dez anos.

Ministério da Cultura envia informações sobre captação de recursos em shows


O Ministério da Cultura respondeu ao requerimento de informações do deputado Mário Heringer, sobre os indícios de fraudes em pedidos de captação de verba para shows artísticos, por meio da Lei Rouanet, principalmente nos casos noticiados pelo jornal Folha de São Paulo, em agosto deste ano, relativos às cantoras Ivete Sangalo e Vanessa Camargo, e ao Cirque du Soleil.

De posse de parte da cópia do processo, o deputado vai analisar todas as informações repassadas. Para Mário Heringer, “a preocupação com a verba pública deve ser de todos nós, principalmente na área cultural, pois os indícios de fraudes da Lei Rouanet são muitos. Vou analisar todos os dados e se for preciso pedir mais informações, pedirei. Não podemos coadunar com a impunidade e corrupção.”

18 de outubro – Dia do Médico: Parabéns a todos os profissionais da saúde

“É com imensa alegria que cumprimento e parabenizo todos os médicos do Brasil pela passagem do nosso dia,  dia dos médicos. Sei que muita coisa ainda precisa ser feita pela nossa classe, mas como médico, deputado federal e membro da Frente Parlamentar da Saúde, tenho trabalhado incansavelmente para que as nossas reivindicações sejam acolhidas.” Leia mais

Mário Heringer fala de fidelidade partidária em Plenário


Na Tribuna do Plenário, o deputado Mário Heringer falou a respeito do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a fidelidade partidária.

O Supremo analisa três Mandados de Segurança, apresentados por partidos de oposição. Eles pedem a devolução dos mandatos de parlamentares que trocaram de legenda este ano.

Leia na íntegra, o discurso do deputado:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria que, nesse momento, eu pudesse ser ouvido por algum dos Ministros do Supremo ou se possível até por todos, porque queria tecer algumas considerações do que vai acontecer lá hoje. Sou defensor da disciplina e da hierarquia no Exército, para quem escolheu aquela profissão.

O Exército precisa de disciplina e hierarquia. Mas agora querem trazer para a política esse tipo de comportamento. A política, senhores, é liberdade, insubmissão; a política é imponderabilidade, imprevisibilidade, livre arbítrio. O que se quer é amordaçar a política, e os políticos, hoje, com os partidos que temos, nãopodem, de maneira alguma, ser colocados sob o comando de cúpulas partidárias que não tratam democraticamente, internamente, as suas questões. Srs. Ministros, no Brasil existe a instituição da comissão provisória, existe o arbítrio de uma comissão estadual sofrer intervenção de uma federal. Assistimos a isso todo os dias em todos os partidos.

O que se quer?

Acabar com o direito de o político dizer não?

Quer-se concentrar dinheiro e submissão?

Fundos partidários e subserviência?

Fidelidade não pode ser confundida com subserviência.

Para haver fidelidade é preciso haver mão dupla, todos devem ser tratados com dignidade. Não podemos entender que uma pessoa troque de partido apenas porque foi cooptada, porque levou alguma vantagem. Existem mudanças de posição tanto dos Deputados quanto dos partidos. Os partidos, às vezes, não praticam aqui o que pregaram na eleição.

Estou muito a vontade para falar isso, Sr. Presidente, Srs. Deputados, porque sou Deputado em 2º mandato por um único partido e nunca troquei de partido, então não estou advogando em causa própria. Precisamos reconhecer que são os jovens as pessoas que mudam o mundo, apesar de os problemas serem os mesmos. O que temos observado no DEM é isso.

Como disse o Deputado Lincoln Portela, todos os jovens do DEM estão com práticas um pouco mais antigas do que a dos seus próprios pais. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ensino aos meus filhos alguns princípios básicos, como serem honestos, humildes, atentos, atenciosos e disciplinados. Agora, Sr. Presidente, porque ingressei na política, estou tendo que ensiná-los a serem desconfiados.

É necessário desconfiar porque ninguém sabe o que estão fazendo no Brasil hoje. A quem interessa calar o Legislativo? Será que é possível estarmos todos misturados no mesmo saco, no mesmo balaio?

Sr. Ministro Marco Aurélio Mello, que tão bem formula suas teses, tenho certeza absoluta de que V.Exa. não vai querer amarrar o direito de o Deputado, o político, insurgir-se, brigar, enfrentar posições que seu partido prega na eleição mas quando chega a esta Casa submete-se a outras posições. O instituto do fechamento de questão é uma ditadura de cúpula partidária, e isso tem que ser revisto.

MEC toma providências em resposta ao requerimento de Mário Heringer


O Ministério da Educação já começou a tomar providências contra as fraudes de Organizações Não-Governamentais, que estariam utilizando irregularmente os recursos do Programa Brasil Alfabetizado, repassados pelo Governo Federal. São R$13 milhões que, de acordo com o MEC, deverão ser devolvidos.

As irregularidades nas ONG’s foram denunciadas nos principais jornais do país. Na época, o deputado Mário Heringer fez um requerimento ao Ministério pedindo informações sobre as referidas Organizações e providências imediatas para as que estivessem fraudando o sistema, além de maior fiscalização por parte do Governo.

Sobre o assunto, leia na íntegra a matéria do jornal Correio Braziliense, de 02.10.07

O Ministério da Educação (MEC) quer de volta R$ 13 milhões repassados a 23 organizações não-governamentais para a alfabetização de jovens e adultos. De acordo com a pasta, elas estão utilizando o dinheiro de forma irregular. A medida foi tomada após a realização de uma auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE ) nas 47 ONGs conveniadas ao programa Brasil Alfabetizado, lançado em 2003.

O ministério bloqueou R$ 3,8 milhões das entidades, que já gastaram cerca de R$ 10 milhões. Uma das ONGs acusadas de gastar o dinheiro de maneira irregular, a Alfalit Brasil, do Rio, recebeu R$ 6 milhões. Embora o recurso tenha sido repassado para o ano todo, só havia sobrado R$ 14 mil quando a conta foi bloqueada, há cerca de um mês.

Em março de 2006 – antes da assinatura do convênio do MEC com a Alfalit para 2007 – a Controladoria-Geral da União havia constado irregularidades. Ainda estão na lista de ONGs com repasses suspensos outras duas instituições do Rio, cinco de São Paulo, oito da Bahia e outras dos Estados de Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, além do Distrito Federal. Outras oito estão sendo investigadas e podem ser acionadas no TCU.

Há um mês, a mesma auditoria realizada pelo FNDE já havia mostrado “graves indícios de irregularidades” em nove ONGs -de turmas que não eram ministradas à apresentação de documentos falsos. De acordo com a auditoria, cinco das entidades – duas em SP e três na BA – nem existiam. Uma delas, a Ciesp (Centro de Educação Cultura e Integração de São Paulo), tem cartas atestando sua existência assinadas pelo deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e pelo deputado estadual Ênio Tatto (PT-SP).

Eles disseram, na época, que não tinham nenhuma ligação com as ONGs. Ainda no mês passado, o MEC anunciou que faria novas diligências em outras 25 entidades. Delas, 14 estão na lista de devolução dos recursos. Por causa das irregularidades, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que, a partir do ano que vem, não irá mais realizar convênios com ONGs no Brasil Alfabetizado.

Ele já havia sinalizado a mudança em abril, quando assinou portaria determinando que o programa deve ser executado prioritariamente por professores da rede pública, que passaram a receber o salário na própria conta. O corte dos repasses não valerá para este ano. Defesa A coordenadora de projetos da Associação Positiva de Brasília, Mara Lobo, afirmou que todas as turmas de alfabetização oferecidas pela ONG haviam funcionado. A entidade é suspeita de irregularidades em convênio com o Brasil Alfabetizado.

Ela reclamou que a auditoria foi feita “às pressas”. Segundo Lobo, uma das irregularidades constatadas -a falta de comprovante de depósito bancário- se deve ao fato de alguns alfabetizadores não terem conta bancária. A ONG Alfalit Brasil disse que enviaria uma nota de esclarecimento sobre os gastos irregulares verificados pelo MEC. A nota não chegou até o fechamento desta edição.

A atual presidente do Instituto Eco Millennium, Maria Nazaré Dutra, não quis se manifestar. Há um mês, o presidente da Educar.com, Francisco Félix -apontado como criador das outras ONGs fantasmas da Bahia- disse que todas as entidades existiam. A Folha tentou localizar as outras ONGs, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Veja outra matéria sobre o assunto em nosso site:

Deputado investiga suspeitas de fraudes nas ONGs

Aceito que meu WhatsApp seja incluído em uma lista de contatos para recebimentos de avisos sobre o webnário e outros assuntos.