
O deputado federal Dr. Mário Heringer (PDT/MG), Segundo-Secretário da Câmara dos Deputados, defende medidas para conter a crise do setor cafeeiro. No comando do Programa Direto das Comissões, com participação de universitários de todo Brasil, o parlamentar diz quais as medidas urgentes para o setor.
“A cafeicultura sofre esses ciclos que a gente assiste e fica sempre relegada, sempre trouxe dinheiro para o Brasil e sempre relegada ao segundo plano. O produtor rural no Brasil, principalmente o pequeno produtor, de café de montanha, de área com difícil mecanização, paga um preço caríssimo para produzir café e chega na hora de vender, tem muita oferta. Às vezes, cai o preço e o produtor não paga nem a conta (custo de produção)”, explica o Segundo-Secretário a respeito de dificuldades atuais do setor cafeeiro.
Ao questionamento sobre medidas para o setor, feito pelo universitário Bruno Henrique Silveira, aluno do Centro Universitário de Patos de Minas, Dr. Mário disse ser preciso equilibrar o preço mínimo de café com a realidade dos produtores, refinanciar dívidas e oferecer crédito aos produtores por meio de financiamentos.
“O café tem uma função social e as pessoas precisam entender isso. São oito milhões de empregados no Brasil. Se o café parar, teremos cidades fantasmas por causa da migração das pessoas em busca de oportunidades nas periferias de grandes cidades”.
Luta pelo setor
“Somos favoráveis ao monitoramento e a avaliação dos estoques nacionais, bem como apoiamos a busca por um ponto de equilíbrio entre a indústria e a produção. Mas havemos de defender sempre a busca por soluções internas, a proteção aos nossos produtores, o estímulo à qualificação de nossos grãos e à manutenção dos empregos e da renda geradas pelo café”.
O parlamentar já proferiu vários discursos em defesa do setor e cobra constantemente apoio ao destacar que sua luta pelo fortalecimento da cafeicultura é independente de posições políticas, governo ou oposição.
De acordo com informações do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais, o café ganhou destaque como atividade produtiva há mais de três séculos, precisamente em 1707. A primeira região do Estado a investir na produção foi a Zona da Mata, onde o Segundo-Secretário da Câmara, sempre atento às necessidades dos cafeicultores, acompanha e articula ações para o setor.

